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MEI ou Simples Nacional: qual vale mais a pena para o seu negócio?
Simples & MEI

MEI ou Simples Nacional: qual vale mais a pena para o seu negócio?

EriveltonEriveltonFiscal 6 de agosto de 2026

MEI ou Simples Nacional? Entenda limites, custos e vantagens de cada opção e descubra qual regime combina com o momento do seu negócio — com simulador gratuito.

Escolher entre continuar como MEI ou migrar para o Simples Nacional como Microempresa é uma das decisões que mais geram dúvida em quem está começando ou crescendo. As duas opções são legítimas e têm vantagens claras — e a resposta certa depende do seu faturamento, da sua atividade e dos seus planos. Neste guia, a Nauta explica cada ponto de forma direta, sem juridiquês, para você decidir com segurança.

O que é o MEI, na prática

O Microempreendedor Individual (MEI) é a porta de entrada mais simples para a formalização no Brasil. Foi criado para quem trabalha por conta própria e quer ter um CNPJ com baixo custo e pouca burocracia.

Os principais pontos do MEI são:

  • Limite de faturamento de R$ 81.000 por ano (média de R$ 6.750 por mês).
  • Pagamento de um valor fixo mensal (o DAS-MEI), que já inclui o INSS e, conforme a atividade, ICMS ou ISS — independentemente de quanto você faturou.
  • Direito a benefícios do INSS, como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade.
  • Possibilidade de contratar até um funcionário.
  • Não pode ter sócios e só pode exercer atividades permitidas na lista oficial do MEI.

Em resumo: o MEI é barato, simples e ideal para quem está começando ou tem faturamento baixo e estável.

O que muda no Simples Nacional (como ME)

O Simples Nacional é um regime tributário que unifica vários impostos em uma única guia (o DAS) e atende empresas com faturamento de até R$ 4,8 milhões por ano. Quando o MEI cresce e precisa virar Microempresa (ME), é para o Simples que ele geralmente migra.

As diferenças mais importantes em relação ao MEI:

  • O imposto deixa de ser fixo e passa a ser proporcional ao faturamento, seguindo tabelas por faixa (os anexos).
  • Você pode ter sócios, contratar mais funcionários e exercer um leque muito maior de atividades.
  • Passa a existir a obrigação de uma contabilidade regular, com escrituração, apuração mensal e entrega de obrigações acessórias.
  • A empresa ganha mais credibilidade para vender para outras empresas, participar de licitações e conseguir crédito.

Os 4 pontos que realmente decidem

1. Faturamento

Este é o critério mais objetivo. Se você fatura (ou vai faturar) mais de R$ 81 mil por ano, o MEI deixa de ser uma opção — a migração para ME no Simples passa a ser obrigatória. Se está perto do limite, vale se planejar com antecedência para não ser pego de surpresa.

2. Tipo de atividade

Nem toda profissão é permitida no MEI. Muitas atividades intelectuais e regulamentadas não podem ser MEI e precisam abrir como ME diretamente. Antes de decidir, é essencial confirmar se o seu CNAE é aceito.

3. Sócios e funcionários

Se você pretende ter um sócio ou contratar mais de uma pessoa, o MEI não atende. Nesse caso, a ME no Simples é o caminho natural.

4. Para quem você vende

Se seus clientes são outras empresas que exigem notas fiscais mais robustas ou querem aproveitar créditos tributários, ser ME pode abrir portas que o MEI, sozinho, não abre.

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E a carga de impostos? O papel do Fator R

Uma dúvida comum é: "vou pagar muito mais imposto se sair do MEI?". Depende. No Simples Nacional, empresas de serviços podem ser tributadas por dois anexos diferentes — o Anexo III (alíquotas menores) ou o Anexo V (maiores). Quem define é o Fator R: se a folha de pagamento representa pelo menos 28% do faturamento, você é tributado pelo Anexo III, mais vantajoso.

Entender o Fator R antes de migrar pode significar uma economia relevante ao longo do ano. Calcule o seu com a nossa Calculadora de Fator R gratuita.

Como saber qual é melhor para o seu caso

Não existe resposta única: o melhor regime é o que resulta em menos imposto e mais tranquilidade para o seu momento. Uma forma rápida de ter uma ideia é simular os cenários lado a lado com o nosso Simulador de Regime Tributário — é gratuito e não exige cadastro.

Precisa migrar de MEI para ME? A Nauta cuida de tudo

O processo de desenquadramento do MEI e abertura como Microempresa envolve etapas na Receita Federal, na Junta Comercial e na prefeitura — e um erro nessa fase gera dor de cabeça lá na frente. A Nauta faz todo esse caminho por você, de forma 100% digital e sem burocracia, e organiza a contabilidade da nova empresa desde o primeiro dia.

Quer saber qual é a melhor opção para o seu negócio? Fale com um especialista da Nauta e receba uma análise gratuita, sem compromisso.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma análise contábil individualizada. Regras e valores citados podem sofrer alterações; consulte a Nauta para a situação atual do seu negócio.

Erivelton
Escrito por
Erivelton
Setor Fiscal · Nauta Contabilidade
#MEI#Simples Nacional#Regime Tributário

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